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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Betadine e Água Oxigenada

Perdia-se  a conta aos arranhões e nódoas negras. Se os tempos fossem outros era possível que a competência dos nossos pais fosse questionada, mas ninguém tinha a culpa dos miúdos que nasciam arraçados de Tarzan e com constantes ataques de bichos-carpinteiro.

Naquela altura, que eu me lembre, as bicicletas não tinham travões. Pelo menos, eu fingia que não tinham. Lembrava-me deles quando queria fazer uma manobra qualquer. Uma manobra tão espectacular que acabava comigo a saltar por cima da bicicleta, o que fazia com que os meus joelhos fossem amigos próximos da estrada mal alcatroada. Depois lá ia eu para casa. Bicicleta na mão, lágrima no olho e joelho feito num oito. Estava de volta no dia seguinte. Eu e todos os outros miúdos. Éramos todos iguais: demasiado aventureiros e sem noção do perigo.

Tínhamos o hábito de subir a árvores e fugir de casa. A última parte é mentira. Só nos escondíamos em terrenos cheios de silvas e ervas à espera que fossem à noite nossa procura. Anos mais tarde percebemos que conseguiam ouvir os nossos risos à distância. Nós é que tínhamos tendência para ficar surdos quando nos chamavam para jantar, tomar banho ou dar um beijinho à avó que estava à nossa espera. Muito esperavam as avós naquela altura.

Éramos os donos do nosso mundo. De cabeça levantada, peito cheio, joelhos em sangue e cara vermelha de tanto correr. Havia sempre tempo para mais uma corrida. Mesmo quando já era noite escura e chamavam por nós, mas nessa altura já íamos rua abaixo a ver quem ganhava daquela vez.

Caíamos todos os dias. Ou quase. Betadine, água oxigenada, penso rápido, um nó na garganta o beijo da mãe que tudo cura. 

Ficaram as marcas das quedas e dos curativos que continuam a contar a sua história. A vez em que só existia o travão da frente, a outra em que se jurou que o ramo da árvore aguentava. Vivíamos com a cabeça cheia de sonhos e de sorriso colado na cara. Mesmo quando a água oxigenada ardia nas feridas.


Texto publicado na edição de Junho de 2019 da Revista DADA

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Já não te sou preciso

Eram meses daquilo. De espera, encostada ao portão, a ver se o via aparecer na curva lá à frente, que o seu coração apertava-se naquela incerteza sobre o que estava para chegar. 

- Despacha-te que tenho de ir para a vinha - gritava quando avistava o carteiro. 

Desde que vira partir o sangue do seu sangue criado no seu colo, que vivia num luto por quem esperava voltar a ver. O coração sofria. Vestida de preto desde que ele saíra à porta, fardado, para África como mandavam. Em força. E ela tinha ficado ali, a chorar um filho que ainda respirava. Meias até ao joelho, lenço a tapar o cabelo, roupa a cobrir o que restava do corpo. Preto sobre preto. A casa mergulhada em escuridão e a rua vedada a não ser para o trabalho. Até que ele voltasse e o luto desse lugar a mesa farta e música. Por enquanto, ela esperava que aparecesse a bicicleta à curva e que quem vinha nela lhe trouxesse notícias.  
- Tenho aqui o aerograma. 

E o seu coração acalmava. As palavras do filho sossegavam a ansiedade de o querer longe daquela guerra. Todos os dias esperava por esse fim que ninguém anunciava. Quando na rádio se ouviu a marcha de Grândola disse para si que já faltava pouco para o ver entrar pela porta e pegar na irmã ao colo. Faltava pouco para deixar de esperar o carteiro. 

Mas quando a porta se abriu, encontrou estranhos que não lhe conheciam a razão do luto antecipado e que lhe diziam o que não queria ouvir e que a rasgava por dentro. Quando se foram, ficou um colo a que faltava metade. A certeza que a casa não se ia fazer festa e que os cravos trouxeram a liberdade, mas que o filho não voltava com ela. Que tinha ido em força para África. Que lhe escrevera de lá. Que ela não o voltaria a ver. Que morrera já com ventos de liberdade. 

- Já não te sou preciso - foi o que lhe disse o carteiro quando, dias mais tarde, passou por aquela mãe que já não esperava por notícias do seu soldado. Uma desculpa de quem não tinha culpa e que já não lhe podia servir de conforto.


Texto publicado originalmente na edição de Abril de 2019 da Revista DADA

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A desgraça

Toda gente sabia que eles se falavam. Viam-nos sentados nos bancos ao pé da igreja, mais juntosdo  que era suposto. Em sussurros comentavam que ela não se dava ao respeito, em voz alta diziam que a mocidade não se sabia comportar. As mulheres pelo menos. Mas a verdade é que toda gente sabia que eles tinham um namoro não declarado. Estava à vista de quem se cruzava com eles. 

Não se sabe o que ele prometeu ou se chegou a prometer. Não se sabe de que falavam nem que planos tinham, mas muito se disse sobre o que ali se passava. Sobre as mãos que desciam nos bailaricos, sobre as gargalhadas dela. 

Muito se falou, mas quando chegou a hora não se ouviu nada para lá do silêncio. Quando ela bateu à porta com as mãos a tremer e ele abriu só para a fechar em seguida com ordens claras para que não o voltasse a procurar. Ele não lhe devia nada. 

Com o lamento a morrer na garganta, ela ficou na rua. Sozinha e desamparada, sem porto seguro nem braços que a abrigassem. Tinha traçado a sua sina e escolhido a sua cruz. Confiara nas palavras doces que, depois de cumprirem o seu objectivo, não significavam nada. 

Toda gente sabia que eles se falavam. Toda gente comentava, mas ninguém ficou por ela. Quando a barriga começou a crescer, viraram-lhe as costas. “A mocidade não se dá ao respeito e as mulheres são umas doidas”, era o que comentavam completado com um “quem não se sabe dar ao respeito não merece ser respeitada”. Era nisso que acreditavam. Uma mulher digna sabe dar-se ao respeito, sabe guardar-se. 

Ela ficou com uma criança nos braços que era órfã do pai que passava por ela todos os dias. Fez-se mãe e pai. Baixou os olhos quando foi olhada com desdém, tratada como infeliz pelos que viviam na porta ao lado da sua, vivia com peso de não merecer estar ali. 

Toda gente sabia que eles se falavam, mas ninguém ficara por ela. É certo e sabido que os homens são homens e que essa frase que não é nada, os defende de tudo. A mulher é só desgraçada. Pior, a mulher deixou-se desgraçar.


Texto publicado na Revista DADA de Fevereiro de 2019. Adaptado de um texto publicado anteriormente neste blogue.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O cheiro do Natal

A água a borbulhar interrompe o descanso daquela manhã de Inverno que ainda não avistou sol. A cafeteira já gasta de tanto ser areada, dança em cima do lume enquanto lhe deitam três colheres de café e mexem com vigor. O aroma a início de dia invade o barracão que faz as vezes de cozinha. Agora é esperar que a borra assente. 

De bata vestida e rodilha metida no bolso, ela enrola o pano à volta da cabeça que o corpo não sabe o que é estar quieto. Agarra no alguidar de barro lascado com a facilidade de quem pega num lençol e ajeita-o em cima do banco. Na mesa está a abóbora cozida de véspera e a bola de pão em massa que se guardou da última fornada. A farinha escolhida pela mão de quem a conhece, o ácido do limão e da laranja para condimentar e o abafado a juntar-se à aguardente para dar corpo à massa.  

Faz-se ao trabalho de mangas arregaçadas e receita guardada no fundo da memória, sem dúvidas ou medidas. As mãos é que sabem se a massa pede mais farinha e a língua decide o que falta ou o que está a mais. 

Amassa com vigor e de corpo dobrado. Levanta a massa em peso para logo a seguir a largar no alguidar que responde com um baque seco contra o banco de madeira que ameaça tomar. O suor a aparecer debaixo do lenço, o braço a limpar a testa e as mãos a voltar ao trabalho. 

- O alguidar tem de ficar limpo, a massa tem de levantar toda. 

E quando isso acontece é altura de tapar a massa com os cobertores e deixá-la à beira do lume. Dar-lhe tempo para dobrar de tamanho enquanto se aquece a alma com o café de borra. Enquanto se faz a vida normal. Esperar que seja tempo de ver aquela massa esbranquiçada a ganhar volume, a virar sobre si mesma e a flutuar no óleo enquanto começa a ganhar cor. 

Esperar porque o trabalho que começou de manhã só termina à noite. A família já sentada à mesa para celebrar aquilo a que chamam de Natal e as mulheres à volta do lume a fritar os velhozes. O cheiro a açúcar e a canela a despertar os estômagos. O prato preparado para a vizinha. O Natal.

Publicado na Revista DADA de Dezembro de 2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O cheiro que enche a rua

O alcatrão estava em mau estado, defeito que deu em feitio com o passar dos tempos, e só duas ou três casas é que tinham primeiro andar. Em compensação, todas tinham quintal com direito a um barracão com a cozinha onde a família se servia. A cozinha de casa era para quando apareciam as visitas. 

Aqueles eram outros tempos. Eram dos dias em que o sol do meio-dia iluminava a rua com uma luz tão clara que obrigava a fechar os olhos e a protegê-los com uma mão na testa e outra na cintura para equilibrar. A hora a que a rua, mesmo vazia, começava a ganhar vida. 

Vindo dos quintais, ouvia-se o som do garfo a raspar na velha frigideira já gasta de tanto ser areada. A telefonia tocava um fadinho e mais outro, daqueles que faziam chorar as pedras da calçada, e as mulheres de lenço à cabeça e bata vestida, faziam o almoço para os netos que vinham da escola, para os filhos que almoçavam ali ou para os homens que vinham do trabalho. 

Cheirava a refogado regado a azeite feito no lagar lá da terra, com as azeitonas que a família inteira tinha apanhado. A cebola a ficar translúcida e o toque do alho e do louro. O crepitar da fritura. 

- Não comas o louro que te rasga a garganta! 

O borbulhar do óleo. As batatas cortadas em palitos e metidas dentro de água, à espera. A carne cozinhada com tempo e com um saber que nasce com a pessoa. É preciso ter mão para a cozinha. Ainda não há chefs, só cozinheiras. Das antigas. 

A feijoca a cozer para a sopa, com o toque dos enchidos e da carne. Um cheiro rico e gordo, guloso. Uma rotina cumprida em todas as casas. Um cheiro que enche a rua e anuncia a chegada do resto da família para se sentarem à mesa, com o pão ao lado para raspar o fundo da frigideira quando já todos se serviram. 

- Nem é preciso lavar - a piada de sempre. 

As memórias fogem com o tempo. As caras ficam confusas e esquecem-se nomes, mas o cheiro a refogado vai sempre levar ao sol do meio-dia numa rua com mais buracos do que alcatrão onde se espera que a família chegue para almoçar.

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Texto publicado na edição de Outubro da Revista DADA 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Meu rico Santo

Todos os anos a mesma coisa. Os dias longos a terminar em noites quentes anunciavam a chegada da época de devoção onde o trabalho dava lugar à folia. Chegavam os santos que traziam os vizinhos para a rua de fogueira preparada para aquecer uma noite que não conhecia frio. 

Lá no largo, no mesmo sítio de sempre, já todos a esperavam. Os troncos grossos preparados para arder noite dentro e as conversas a crescerem ali à volta. Apareciam todos e nenhum tinha sido convidado. Traziam um chouriço e um toucinho, mais um pão e uma garrafa de vinho e tudo o mais que se conseguia arranjar nas despensas quase vazias. 

A fogueira em labaredas que metem respeito e o ar a cheirar ao rosmaninho que lhe deitam. Está dado o início para a festa acompanhada de um bom bailarico que puxa até pelos pés mais preguiçosos. 

- Ai malandro - gritam uns e outros enquanto os mais novos saltam à fogueira só para mostrar que já são homens. Ou que acham que são. 

Naquela noite o que se quer é esquecer os dias sempre iguais e as tristezas que a vida dá. Para se rezar a Santo António e beijar a medalha de São João enquanto se roga um pedido. É dia de santos, noite de festa. 

O sino da igreja dá o sinal de meia-noite e as meninas casadoiras avançam para a fogueira. Alcachofra passada pelas labaredas que a tradição nunca se enganou e todas querem ter direito à benção. 

Levam-nas para casa. Chamuscadas e a cheirar a fogo recente. Escolhem a melhor jarra e deixam-nas em água à espera que chegue a manhã. Deitam-se de coração esperançoso que o amanhecer a faça florescer. Se assim for, o amor que aquece o seu coração é para a vida, sinal de que a alcachofra abençoa o casamento que se ambiciona. É a flor que diz se aquele é o moço que será o seu homem. 

Um ano a almejar aquele dia que dita a sorte do coração. Que se roga a Santo António pela benção do santo padre e que se confia que a alcachofra guarda a vida de quem a queimou. 

Viva Santo António. E São João que está mesmo a chegar. 



Texto publicado na Revista DADA de Junho de 2018 e adaptado do texto "Meu Rico Santo" publicado neste blogue em Junho de 2017

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Natal a Servir

Antes da menina chegar vinda lá de Lisboa, chegava a mulher de todos os anos. Aquela que amassava as broas e os coscorões que iam à mesa na ceia de Natal e que adoçavam a boca da família. Só da família. Amassava sob o olhar atento da senhora e com a mão pronta da criada para ajudar. Era para trabalhar que ela lá estava. 

Miúda delgada que o corpo não conhecia comida que lhe enchesse as peles. Nem no Natal. A casa esperava a chegada da menina que vinha lá de Lisboa com a família. Eram eles que se lambuzavam com os doces que ela fazia. Ali, durante horas esquecidas. O fogão a lenha aceso o dia todo. O fogareiro a petróleo pronto para os escaldadinhos. O corpo dorido. 

Tinha sido a criada da menina que lhe tinha ensinado, mas era a sua mão doceira que encantava a família. A farinha e os ovos perfumados a limão e regados a aguardente. O óleo a borbulhar com o calor do fogareiro e ela ali, agachada, a queimar os braços enquanto virava os fritos. 

Mais um Natal. Mais um dia de trabalho que o corpo só descansa depois de tudo arrumado e limpo. Volta ao trabalho antes de perceber que descansou. Quando a senhora toca à sineta. Sete e meia da manhã em ponto. Era preciso estar de olho nas criadas de servir que já se sabe como são. 

E ela levantava-se, arrepiada com a corrente de ar frio que chegava lá de fora. Vestia a roupa de trabalho e lá ia ela. Na cozinha sentia-se o cheiro doce das broas que lhe moeram os braços. Ela não lhes tocava. Não tinha autorização para isso. Aquelas eram para a família. São para ela as olhar enquanto serve o jantar. Nada mais. 

Quando a menina voltar a Lisboa, a senhora vai guardar as que sobrarem. Fechadas à chave no armário da cozinha. Chave guardada onde só a senhora sabe. No próximo ano volta tudo a repetir-se e aí, só aí, a criada tem autorização de tocar nas broas que ajudou a amassar. As do ano anterior, perfumadas a bafio de doze meses e duras da madeira que as guardou. 

É a vida das que estão para todo o serviço. Só para o serviço. Até no Natal.


Texto publicado originalmente na Revista DADA de Dezembro de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Dar água à cura

O nascer do sol dava a ordem para começar o trabalho. O capataz confirmava que assim era. Depois disso era trabalhar até dar. Até o sol desaparecer no horizonte. A benção dos dias curtos no Inverno era compensada com os dias de Verão que pareciam não terminar. Era preciso trabalhar quando era tempo disso. Enquanto o capataz dizia que assim era. 

Todos os dias eram de trabalho. Com chuva ou sol. 

Era assim que tinha de ser. Plantar e cuidar para mais tarde colher. Para ter comida na mesa que alimentasse as bocas que insistiam em aumentar. Era preciso olhar pelas vinhas ou aparecia o míldio que se pegava às folhas. Ou o mal branco que condenava a colheita. E lá ia o sustento. 

A água sufaltada já tinha sido preparada. Os homens e mulheres faziam o trabalho. Mangas arregaçadas, lenços à cabeça e a pele a queimar com o sol e o sulfato. Uma para cada homem. O auxílio. 

Lá iam eles de pulverizador às costas. Uma saca a proteger os ombros e o pescoço. Nada mais. 

Lá estavam elas de caneco pronto. 

Os homens faziam o caminho no meio daquela vinha a granel. Cepas dispersas e terreno incerto. Corpo dorido do peso que acartavam. 


-Água! Água! 


Gritavam a ordem. As mulheres, que esperavam lá atrás, respondiam. Caneco cheio de água sufaltada e lá iam elas. O mais depressa possível. Deitavam a água sem cerimónia no pulverizador e a saca ficava ensopada com o sulfato que se escapava. 

 Lá iam eles outra vez. 

Assim se protegia o que lhes ia dar pão para a mesa. Homens a percorrer o terreno. Mulheres a dar água. 

O tempo da apanha ia chegar. Dos cachos gulosos escondidos no meio das folhas. Os dias quentes de Setembro com as mulheres a percorrem a mesma vinha. Curvadas. O tempo das mãos aleijadas e dos pés doridos. Do calor que queimava. Dos cestos ao ombro. 

O corpo aguenta muito, mas dá sinal de si. Fica moído, calejado. 

Mas primeiro era preciso aguentar o sulfato. Era preciso curar os campos. Tratar primeiro para colher depois. E lá iam elas de caneco. 

Primeiro, era tempo de dar água à cura.



Texto publicado originalmente na Revista DADA de Outubro de 2017

sábado, 22 de julho de 2017

Lá pela terra por outras paragens

Quando digo que vivo numa aldeia a 60km de Lisboa, perguntam-me muitas vezes se há cinema por lá. Não percebo o porquê, mas é das primeiras perguntas.

Foi assim que começou este blogue, porque escrevi um texto sobre esta coisa de viver fora da capital e alguém me disse "Porque é que não começas um blogue?". E eu comecei.

Depois continuei a escrever sobre as histórias que vou ouvindo. Aquelas histórias que a avó conta de tempos que não conheço ou que os senhores partilham à mesa do café. Gosto de cidades pequenas, de aldeias perdidas por aí onde ainda se vive de maneira diferente. Onde ainda se saboreia as pequenas coisas e onde se percebe que todos nós temos algo para ensinar. Gosto destas histórias de tempos antigos e de vidas longe das avenidas movimentadas e dos prédios altos.


Agora os textos deste blogue vão aparecer na Revista Dada. Na versão online e na versão em papel. Textos diferentes, mas sempre sobre esta coisa de viver lá pela terra.

Estou muito contente por ver os meus textos, que têm tanto deste concelho onde nasci, publicados numa revista de cá.

A rubrica online está aqui. A revista sai no início do próximo mês.